Notícias não muito boas atingem uma startup brasileira.
A poucas horas atrás, o New York Times publicou a notícia de que o Facebook está processando a Power.com, uma startup brasileira baseada no Rio de Janeiro, por infringência de direito autoral e marca, concorrência desleal, violação do Computer Fraud and Abuse Act, entre outras acusações.
A Power.com é uma empresa que se propõe a ser um gateway para várias redes sociais e para isso, coleta informações de logins dos usuários e suga coleta informações das redes sociais.
Segundo NYT, as empresas vinham conversando para tentar acertar uma forma de trabalharem juntas, até o momento, sem sucesso.
A Power.com, após tomar conhecimento do processo, suspendeu a parte do serviço que se conecta ao Facebook.
Em 2007 tive a oportunidade de conhecer Steve Vachani, co-fundador da Power.com, após ter conhecido Eric Santos, também co-fundador. Não tenho dúvida de que os fundadores são empresário éticos, apesar de não apoiar algumas das práticas adotadas pela empresa. Durante uma conversa, cheguei a questionar Eric sobre a infrigência dos termos de uso das redes sociais. Pude perceber que estavam cientes dos riscos envolvidos. É claro que existe a interpretação dos termos de uso mas será isso julgado no processo.
Veremos como isso desenrola. Espero que a Power.com possa achar um caminho "correto" para trabalhar com as diversas redes sociais
A revista sobre fotografia da qual sou fã e que apostou no co-criação (crowdsourcing) como modelo editorial fecha as suas portas. A crise a pegou em cheio e ela não conseguiu sustentar seus compromissos.
No artigo onde anunciaram o fim da empresa, Laura Brunow fala que tentaram encontrar compradores para empresa ou novos investidores e ainda algumas alternativas criativas, sem sucesso.
Mas deixaram de lado uma opção natural para uma empresa que aposta na co-criação: pedir ajuda aos seus usuários. Não enviaram um email ou não montaram uma campanha de arrecadação de fundos, não tentaram a solução mais obvia.
Ao ler a notícia, meu primeiro questionamento foi se o que causou o fechamento foi a crise ou o modelo apoiado na co-criação, afinal eu mesmo tenho um negócio baseado em co-criação. Minha análise é de que o fechamento da JPG Magazine nada tem a ver com seu modelo de publicação editorial, mas sim em seu modelo de geração de receita, no caso publicidade, aliado ao péssimo momento da economia americana.
Mas o espírito criado pela revista continua. A Fray, uma empresa que aposta no mesmo modelo editorial está ai para mostrar a que veio. A única diferença é que a JPG Mag é uma revista sobre fotografia enquanto a Fray é focada em histórias.
Tomara que a JPG ache uma solução até segunda-feira, dia marcado para o site sair do ar. Até lá, aproveite para baixar as edições da revista em PDF.
UPDATE: A JPG Mag acabou de postar em seu blog que, depois do anúncio do fechamento da empresa, algumas partes estariam interessadas em comprar a empresa. Vamos torcer.
O Rodisley, designer aprovado recentemente no concurso do Camiseteria, me fez uma pequena homenagem e eu não poderia deixar de postar aqui.
Rodisley, valeu!
Uma das minhas resoluções de ano novo é blogar mais. Em 2008, o trabalho combinado com o Twitter, me roubaram muito do meu blogging mojo. Em 2009 pretendo recuperar esse mojo e trazer mais conteúdo para vocês. Começando agora.
Zeitgeist dezembro 29, 2008, 1:43 AM por Fabio Seixas
Tenha uma visão holística do mundo atual. E porque não uma visão das possibilidades do futuro. É saudável questionarmos o que nos é apresentado e sorrateiramente imposto em nosso dia-a-dia.
Hoje estou contabilizando os primeiros resultados da Campanha adSense Santa Catarina.
Os 12 primeiros dias renderam $51,00, cerca de R$ 121,00 pela cotação de hoje. Apesar de considerar já um bom resultado, acredito que poucos blogs adotaram a companha e estão publicando os anúncios.
Então, se você tm um site e ainda não está participando, acesse essa página, copie os códigos do adSense e colabore também.
Já está acontecendo um meme para a blogosfera ajudar Santa Catarina. E tive uma idéia de criar uma outra campanha para arrecadar fundos para a Defesa Civil de Santa Catarina, só que de uma forma difente.
A idéia é simples. Criar uma conta no Google adSense e disponibilizar o códido para que qualquer blogueiro possa colocaR banners do adSense em seus blogs e assim gerar receita que será TOTALMENTE doada para a Defesa Civil de Santa Catarina.
Dessa forma, blogueiros podem doar seus inventários de mídia (espaço publicitário de seus blogs) para arrecadar fundos para a campanha sem precisar desenvolbar dinheiro.
A idéia primeiramente era a própria Defesa Civil criar essa conta, mas eles devem estar muito ocupados por lá e o tempo urge. Temos que agir agora.
Então solucionei a questão da seguinte forma. Criei uma conta no adSense em meu nome (ainda está em aprovação) e vou compartilhar essa conta (login e senha) com 7 blogueiros conhecidos e renomados que considero serem de confiança. Assim a conta e a receita gerada por ela poderá ser auditada por esse grupo de blogueiros.
Tudo será documentado, as receitas semanais, os pagamentos feitos para a Defesa Civil, etc. Assim todo mundo pode confiar que será uma colaboração honesta (afinal queremos ajudar SC e não tirar vantagem de ninguém).
Então convido os seguintes blogueiros para serem os auditores e colaboradores que irão ajudar a espalhar esse novo meme.
Ariel Gajardo, Agência Espalhe, colaborador do Alles Blau e morador de Blumenau
Abaixo os códigos AdSense padrão para os anúncios da campanha Ajude Santa Catarina. Basta copiar o código e cola-lo no template do seu blog.
IMPORTANTE: NÃO INCENTIVE SEUS LEITORES A CLICAREM NOS BANNERS nem tão pouco clique você mesmo. Isso vai contra os termos de uso do AdSense e caso isso ocorra, a conta poderá ser encerrada pelo Google.
Irei expor aqui neste post os ganhos semanais da conta. Enviei o login e senha da conta adSense para os blogueiros que até o momento toparam auditar a conta: Nick Ellis, Alexandre Inagaki, Fábio Ricotta e Ariel Gajardo.
Ontem apresentei a palestra abaixo para os funcionários do Camiseteria que agora conta com algumas pessoas novas. Isso faz parte do nosso processo de ambientação.
Assistir qualquer apresentação sobre a Zappos sempre é uma oportunidade de aprender boas lições de como gerir uma empresa. Nesse vídeo, não é diferente.
Os 3 casos que Tony conta sobre a cultura de atendimento da Zappos são incríveis. O processo de seleção, nem se fala. Vale muito a pena assistir.
Inovação novembro 8, 2008, 5:22 PM por Fabio Seixas
(Resolvi transformar em texto o discurso sobre inovação que fiz no Intercon 2008. As palavras não são exatamente as mesmas do discurso. Procurei me ater ao conceito geral.)
Já li muitas definições sobre o que é inovação e a melhor definição que encontrei é que "inovação é implementação lucrativa de idéias".
Uma inovação é uma invenção que, se colocada no mercado, aumenta as receita ou reduz o custos de uma empresa, indivíduo, operação ou projeto. De nada adianta invetar algo que não tenha uso prático, que gere valor.
Uma invensão só é uma inovação é for aplicada na prática e se der retorno positivo. Podemos dizer que invenção é como uma galinha botar um ovo, enquanto inovação é a galinha botar um ovo e chocá-lo.
A história da humanidade nos mostra que não existe excassez de idéias no mundo nem de oportunidades de inovar. Um desafio é cria idéias e identificar oportunidades, mas o desafio maior é indroduzir estas idéias com sucesso no mercado.
Capitalistas de risco fazem justamente isso. Recebem idéias o tempo todo e possuem a função de identificar, baseado em suas experiências, quais idéias são passíveis de serem introduzidas no mercado com sucesso. Capitalistas são grandes foices que eliminam invenções sem possibilidade de sucesso, invenções que já fracassadas.
Em 2006 a rede de TV americana ABC criou um programa chamado American Inventor. Este programa era um reality show onde inventores apresentavam suas idéias para uma banca de jurados que, ao longo da temporada, iam eliminando os concorrentes até chegarem ao grande vencedor que teria como prêmio, a oportunidade de financiar sua idéia e levá-la ao mercado.
Durante a fase eliminatória, um inventor chamado Hector Ortega apresentou sua invenção, o Bladder Buddy. Vejam o vídeo:
Apesar do Bladder Buddy ter sido lançado no mercado (">veja o site aqui) esta invenção não pode ser chamada de inovação, pelo menos na forma original apresentada no programa.
Portanto, somente depois de entrar no mercado e de ter obtido sucesso, uma idéia ou invenção pode ser considerada inovação.
Mas porque inovar é importante? Porque inovar é a oportunidade de criar mercados, reduzir custos, induzir o crescimento e evitar a estagnação. Em última instância, inovações nos fazem mais feliz, fazem a humanidade evoluir. Pense na roda ou na escrita. Inovações que melhoraram nossas vidas.
Inovação tem a ver com assumir riscos. Desafiar o status quo. Criar valor. Quem não arrisca, não inova. Quem não arrisca não petisca. Além disso, inovação é o barco que mais facilmente navega em mares de crise.
Quando se trata de inovação digital prefiro pensar que bastam ferramentas digitais para criar inovações nada digitais ou que uma inovação digital não precisa ter sido concebida utilizando métodos digitais. Apesar de perceber que métodos e ferramentas digitais são o que proporcionam a enxurada de inovações digitais que vivemos hoje em dia.
Penso em modelos de negócios inovadores como a Amie St, um site de download de música que começa oferecendo todas as músicas de graça e começa a cobrar cada vez mais caro a medida que a música vai se tornando popular. Ou o Shazam, um serviço que permite fazer uma ligação do seu celular, colocar o aparelho para "escutar" uma música e o Shazan trata de te mandar um SMS com o artísta e o nome da música e um obviamente link para comprá-la. O Shazan faz dinheiro toda vez que alguém faz uma ligação para o serviço (compartilhamento de receita com as operadoras) e comissões de venda de música online.
Mas como chegar a uma inovação? Como fazer para facilitar o processo criativo? MInhas resposta? Desenvolva uma mente curiosa. Se faça perguntas e procure responde-las. O planeta está mesmo aquecendo? Vidro é realmente um líquido? Nanotechnologia pode curar indigestão estomacal? Como o efeito Doppler afeta minha vida? Leia sobre coisas que aparentemente não sejam do seu interesse. Eu eventualmente pego as revistas femininas da minha esposa para ler, procuro livros sobre assuntos que nunca tive interesse, acesso blogs que não fazem parte dos mais lidos . São algumas atitudes que ajudam a criar uma mente curiosa.
Keith Yamashita da Stone Yamashita Partners, certa vez falou: "A vida é um eterno protótipo." Tenho que concordar com ele.
"Classificada como o maior movimento mundial de empreendedorismo, a Semana faz parte da campanha nacional Bota pra Fazer, que acontece durante o ano todo e tem como objetivo despertar a atitude empreendedora que existe em cada pessoa."
Eu irei colaborar com minha experiência em duas oportunidades. Dia 17 de novembro farei uma palestra no Unigranrio de Caxias, RJ falando sobre modelos de negócios inovadores. No dia 18 irei participar do evento do Senac-Rio sobre empreendedorismo na era digital.
Sábado aconteceu o InterCon 2008, evento que está se tornando referência para profissionais de Internet.
Foi perfeito? Não. Foi difícil? Sim. Foi bacana? Muito! Valeu a pena? Demais da conta, sô.
Disse lá no palco e repito aqui. Precisamos inovar e inovar é arriscado. Às vezes algumas coisas não saem exatamente como planejado. É ruim? Muito. É importante? Muito.
Falhamos na parte técnica das palestras simutâneas na parte da manhã, o que levou ao um atraso no cronograma e consequetemente, ao tempo curto para o Fat5 fazer sua apresentação como deveria, no final do dia.
A palestra do Gil que eu estava intermediando foi a que deu problema. Tive que quase rebolar no palco. Fui eu que, infelizmente, tive que encerrar a palestra do Fat5 antes do ideal. Mais uma rebolada pública. Me senti muito mal por ter que fazer aquilo. Mas eu não sou o dono do evento e não cabia a mim tomar a decisão de encerrar ou não. Mas cabe a mim gerenciar a situação no palco.
Não vou me estender tanto quanto o Luli em sua série de posts (parte I, parte II, parte III). Vou apenas deixar aqui o proveito que eu tirei do evento e do qual acredito todos deveriam aproveitar, mesmo os armados de críticas.
"Inove ou morra. Melhor um inovador ferido do que um acomodado morto."
Agradeço ao Luli pela liderança inovadora, ao Tiago Baeta pelo convite e pela confiança em mim, ao Rafael Ribeiro pelo apoio técnico, ao Mack pelas piadas no meio da confusão e por ter acertado os microfones, ao Fat5 pela forma bacana como compraram a idéia de participar do evento, a todos os demais palestrantes pelas sábias palavras e ao público que, como disse no fechamento, foi muito generoso com sua cumplicidade e participação.